18 de junho de 2017

De Alagoas para a terra da rainha: Lucas Lamenha fala sobre sua primeira exposição internacional. Vem ver!

Philipe MedeirosLucas Lamenha

Lucas Lamenha

Empresário, produtor, músico, publicitário e artista plástico: o multitalentoso Lucas Lamenha não para! Responsável por assinar telas e t-shirts super cool através de storytelling, o artista que a gente adora se prepara para uma trip super importante em sua carreira.

De 29 de junho a 03 de julho, 18 obras de Lucas ganham a terra da rainha com a exposição “Hi World!” na Des Arts London, quando o alagoano segue apresentando o seu trabalho para o mundo –  é que seus traços já ganharam Los Angeles, por exemplo, onde Lucas tem uma tela com 2 metros de altura na loja da estilista Martha Medeiros!

Batemos um papo com o artista, que fala da experiência e do processo criativo. Confira!

  • Você sempre teve uma veia criativa como músico e publicitário, e decididamente nasceu para para as artes. Como se (re)descobriu artista plástico?

Eu desenho desde os 5 anos e sempre mantive esse costume, mesmo trabalhando em agência. Sempre gostei muito de todo tipo de arte e tive bastante contato com artistas plásticos nos 12 anos que morei no Recife, mas nunca havia me imaginado como um artista, até porque não tenho tanta técnica de desenho, pelo contrário, meu estilo é bem imperfeito e eu acho que essa imperfeição é o que difere meu trabalho de um ilustrador profissional, por exemplo.

Quando estive em Londres há dois anos, vi uma intervenção extremamente simples numa parede e lembro que nesse momento eu pensei “isso é lindo e eu consigo fazer”. Naquele momento eu decidi que tentaria brincar com tinta assim que voltasse ao Brasil, mesmo sem ter nenhuma pretensão de levar isso a sério. Foi o que eu fiz. Quando comecei a compartilhar minhas primeiras obras no Instagram, algumas pessoas demonstraram interesse em adquiri-las, e foi aí que eu percebi que era tarde demais, eu já havia me tornado um artista.

  • Em que ponto da carreira você se convenceu de que era também, de fato, um artista plástico?

Eu terminei minha primeira tela em Agosto de 2015. Três meses depois eu já havia vendido mais de 5 obras e estava produzindo muito, todos os dias. Meu Instagram já tinha seguidores do mundo inteiro e muita gente mandava mensagem dizendo que adorava meu trabalho, foi quando eu percebi que já havia conseguido o mais difícil, que era ter um estilo único. No começo de 2016 comecei a receber convites para participar de projetos em Miami, Milão, NY. Foi quando eu decidi mergulhar de cabeça nesse projeto e tem sido incrível.

  • Como surgiu a ideia de expor em Londres? Como se deu o processo / convite / oportunidade?

Cinco meses depois de ter terminado minha primeira obra recebi um inbox de uma curadora inglesa me convidando para essa exposição em Londres. Convidei uma prima que mora em Londres para ser minha agente na Europa e desde então ela vem me representando e organizando a exposição diretamente com Maya, minha curadora. Gostaria de aproveitar para agradecer à Candice Japiassu pelo trabalho incrível que vem fazendo. Valeu, Candy!

  •  Por quê o storytelling como marca registrada?

Encontrei meu estilo colocando nas telas um pouco da minha história, como datas importantes, músicas que me marcaram, frases, entre outros pontos que transformam a obra em uma espécie de diário pessoal de memórias. Com o passar do tempo comecei a contar histórias de outras pessoas também. Geralmente personagens que mudaram o mundo de alguma forma, sempre utilizando elementos que fazem parte do meu vocabulário visual. Esse tipo de storytelling terminou se tornando mais um diferencial do meu trabalho.

  • Você distingue os trabalhos de suas telas e camisetas? Ou a linha visual / vibe é a mesma?

São dois projetos completamente diferentes. Minha carreira como artista é algo mais introspectivo, pessoal e subjetivo, eu não começo uma obra pensando em vender, isso termina acontecendo sempre de forma natural. Por outro lado, com o passar do tempo fui percebendo que meu estilo é bastante acessível a todos os tipos de público. Por isso no ano passado fundei a Elvisringo, que é a marca que responsável por vender produtos com o meu lifestyle, como camisetas, instrumentos musicais, sapatos, biquínis, entre outros itens que ainda serão lançados. Para cuidar da Elvisringo trouxe meu amigo/irmão Rogério Farias, que fundou a Elvis comigo e é o cara que toca toda a operação da empresa.

  • Autointitulada “Hi World”, sua primeira expo internacional é sua apresentação para o mundo. Que mensagem vc quer passar para as pessoas?

Eu sou muito desprendido a territórios e divisas. Sempre vi o mundo como uma coisa só e sempre achei pequeno olhar só para quem está a minha volta. Quando comecei meu Instagram decidi que ele seria em inglês porque arte é universal e o objetivo sempre foi alcançar o máximo de pessoas possível. A estratégia deu muito certo. Hoje tenho seguidores de todos os continentes, muita gente pergunta de que país eu sou e eu acho isso incrível, pois era exatamente o que eu queria. “Hi World” fala sobre essa universalidade e a forma como eu vejo o mundo.