1 de agosto de 2017

Gastronomia, arquitetura, artesanato e música: são vários os motivos para se apaixonar (ainda mais) por Marechal Deodoro! Confira o nosso tour pela região!

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Que Alagoas reserva surpresas incríveis tanto para turistas quanto para os alagoanos, isso a gente já sabe. Mas, cá entre nós, a cada oportunidade que temos de conhecer melhor o nosso estado, a gente se encanta mais e mais (quem lembra da nossa visita à região dos Quilombos, por exemplo?). Pois bem, estamos de volta para falar sobre nosso tour por Marechal Deodoro, a convite da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo – Sedetur.

Além de abrigar a famosa Praia do Francês, a primeira capital do estado de Alagoas – reconhecida como Patrimônio Histórico Nacional – reúne não só um conjunto arquitetônico colonial incrível, com igrejas, sobrados e casas do século 18, mas carrega também um merecido título de pólo gastronômico de respeito. 

A propósito, foi num dia um pouco chuvoso (mas não menos delicioso) que conhecemos de perto o saber fazer das famosas cocadas de Marechal, na vila de pescadores de Massagueira. Em um clima quase que de festa, fomos bater na casa de D. Euzanir que, com mais 5 doceiras da região, nos deu o privilégio de conferir in loco como são preparados esses quitutes tão alagoanos, em suas mais variadas versões: das originais às de leite condensado, banana, goiaba, maracujá, jaca e amendoim (yes, jacamos com louvor)!

A sensação foi de uma verdadeira imersão nas mais profundas raízes de nossa cultura – e poucas experiências são mais prazerosas que se reconhecer nisso e se orgulhar desse processo. Alguém discorda? Ah, D. Euzanir, quanta gratidão! ♥

Como se não bastasse, partimos – cheios de felicidade – para um almoço na Massagueira, no Bar do Pato, um dos mais tradicionais da Massagueira. Sua comida farta e deliciosa reforçou o nosso brinde – com água de coco, claro – em meio à exuberância da lagoa, da vegetação e do bucolismo do lugar. Lunch with a view de certeza, coroado por camarões, agulhinhas e filé de siri!

Reabastecidos, era hora de conhecer o trabalho de D. Mocinha, famosa pelo bordado Labirinto. Minucioso e como uma poesia, a técnica que ela aprendeu com a avó é uma tradição super delicada, como repercussão internacional. Uma curiosidade? A peça que D. Mocinha estava bordando, uma colcha de cama, demora 6 meses para ficar pronta! Ah, o handmade! De fato, precisa ganhar cada vez mais o merecido respeito 

Falando nisso, tão impossível quanto resistir a uma peça de labirinto é não registrar aquela selfie no Centro Histórico de Marechal, com seus resquícios da colonização portuguesa. Lá, fechamos nossa day trip com chave de ouro na Filarmônica Santa Cecília, centenária escola musical que também atende várias crianças e adolescentes que, inspirados pelos instrumentos de sopro e percussão, se inserem no mundo da música. E foi assim que nos despedimos desse celeiro de artistas – e dessa terra – que mantém viva a tradição desse aprendizado.

Muito amor por Marechal. Se apaixone também em nossa sensível galeria!

Fotos: Thomaz Japiassú