15 de fevereiro de 2018

Melissa Art Limited Edition: conheça os 3 nordestinos envolvidos neste projeto internacional de arte e moda!

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Quem comprou fez bem, quem não comprou talvez não consiga mais. Lançado no início deste ano, o Melissa Art Limited Edition reuniu artistas de várias partes do mundo para um projeto sobre criatividade e percepções. Peças únicas de arte e moda foram criadas e comercializadas nas flagships da marca espalhadas pelo globo.

No meio do time cool de profissionais envolvidos, dois alagoanos e um recifense chamam atenção. Pedro Nekoi, 25 anos, é designer, Herbert Loureiro, 28, ilustrador e Matheus Sandes, 27,  fotógrafo. Gays, nordestinos e cheios de histórias para contar. Radicado em São Paulo, o trio comanda o Lambada (@clubelambada), coletivo que traz no currículo direções criativas para projetos de marcas como Bed Head, Lush e Avon.

A Melissa estava procurando novos artistas para representar o Brasil no projeto e fomos convidados para pensar a coleção junto com profissionais de Nova York e Londres. Essa foi nossa primeira collab na criação de uma coleção para uma marca tão grande”, conta Loureiro, que antes mesmo de sair de Maceió para SP já havia exposto em Paris, Bruxelas e Lituânia.

Três peças com uma vibe tropical foram desenvolvidas para o projeto. Cada artista ficou responsável por uma e o resultado foi um só: criatividade exalando em cores. A estética do Lambada foi traduzida em acessórios super descolados: cinto + penduricalho + lenços com estampas exclusivas.

O cinto é uma peça dupla face com dois metros de comprimento, o penduricalho é uma espécie de chaveiro com multi função e para o lenços, cada membro da Lambada criou uma estampa exclusiva. Sempre que vamos iniciar um trabalho novo, buscamos referências em nossas vivências enquanto nordestinos e gays, resultando em uma estética quente, colorida e um pouco maluca”, conta o fotógrafo alagoano Matheus Sandes.

Ainda participaram do projeto Melissa Art Limited Edition a artista nova-iorquina Hayden Dunham e a marca inglesa Rottingdean Bazaar, de James Theseus Buck e Luke Brook.

Confere o ping pong com o trio!

  • De que forma a linha criativa de vocês três conversa com o trabalho da Melissa? 

Pedro: A Melissa deixou a gente bem livre durante o desenvolvimento das peças. Quando estamos desenvolvendo nossos trabalhos, sempre temos em mente produzir algo que as pessoas tenham a possibilidade de se divertir e experimentar novas sensações. Dessa forma a gente se comunica com a Melissa, uma marca que tem um público muito diverso e aberto a novas experiências.

  • Qual o público-alvo de vocês e quais projetos o Clube Lambada desenvolve atualmente?

Matheus: A Lambada surgiu no começo de 2016, com a ideia de unir o que já produzíamos separadamente, mas que muitas vezes acabavam ficando na gaveta de casa por estarmos sempre envolvidos com outros trabalhos. O estúdio nasceu e, inicialmente, começamos a participar de feiras independentes. Paralelamente, começamos a desenvolver produção e direção criativa para algumas marcas, sendo a parceria com a Melissa a mais recente. Não necessariamente temos um público-alvo, mas hoje, compartilhamos nossas ideias com quem estiver aberto a se relacionar com algo inesperado e diferente.

  • Como edição super limitada, ainda há chances de garantirmos uma peça Melissa Art Limited Edition assinada por vocês?

Herbert: Foi uma produção limitada, com cerca de 5 a 15 unidades de cada acessório, produzida toda no Brasil e com venda nas flagstores da Melissa, em São Paulo, Londres e Nova Iorque.